Conteúdo principal Menu principal Rodapé
Notícias

HC ganha nova área de Medicina Nuclear e inaugura SPECT/CT-CZT para diagnóstico e tratamento do câncer

O aparelho de alta precisão já está em funcionamento e é o primeiro a ser instalado em um hospital público na América Latina

NI_20260410_Medicina-Nuclear_AMP_9912_interna

O Hospital de Clínicas da Unicamp ganhou nesta sexta-feira (10) uma nova área de Medicina Nuclear e passa a contar com um equipamento que usa recursos da inteligência artificial para obtenção de imagens de corpo inteiro, em 3D, com alta qualidade e precisão. Chamado de SPECT/CT-CZT, o aparelho é o primeiro a ser instalado em um hospital público na América Latina e conta com a tecnologia baseada em detectores CZT (Cádmio-Zinco-Telúrio), considerada a maior revolução na medicina nuclear das últimas décadas. Toda a nova estrutura de atendimento já está à disposição da população.

O equipamento oferece uma imagem do corpo humano com altíssima precisão, já que não apenas vê o órgão, mas revela como ele está trabalhando em tempo real. A tecnologia do novo SPECT/CT assegura, ainda, a obtenção de imagens com uso de elementos radioisotópicos quatro vezes mais rápido que os equipamentos convencionais. Com isso, reduz o desconforto aos pacientes.

O novo equipamento foi adquirido por R$ 8,6 milhões com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) CancerThera. Esse centro juntou toda uma cadeia de pesquisa para o desenvolvimento de fármacos e radiofármacos a serem utilizados no diagnóstico e no tratamento de câncer e tem sede no Hemocentro da Unicamp. O custo foi coberto também por meio de emendas parlamentares indicadas pelos deputados federais Adriana Ventura, Kim Kataguiri, Paulo Freire e pela ex-deputada Katia Sastre.

O investimento total para execução das adaptações na área de Medicina Nuclear foi de R$ 2,1 milhões, executados com recursos da Fapesp. Os investimentos da Fundação também contemplaram um pacote de atualização no valor de US$ 400 mil para o upgrade de outro equipamento da área, que é o PET/CT.

NI_20260410_Medicina-Nuclear_AMP_9910_Capa-1
Descerramento da placa no nova área da Medicina Nuclear do HC da Unicamp

Segundo Bárbara Juarez Amorim, coordenadora da área de Medicina Nuclear do HC da Unicamp, os investimentos realizados na Medicina Nuclear nos últimos anos posicionam o serviço do hospital como um dos mais importantes do país, com tecnologias de última geração à disposição do SUS.

“O novo SPECT/CT-CZT representa o estado da arte em inovação, com capacidade para realizar diagnósticos precisos em câncer, incluindo a dosimetria interna para o planejamento terapêutico, além de proporcionar mais conforto para o paciente, sendo a maioria oncológicos, e a possibilidade de diminuição da dose de radiofármacos usados nesses tipos de exames”, detalha.

Coordenador do CancerThera, Cármino de Souza diz que a conclusão desse projeto de modernização se dá após quatro anos de planejamento e que a área foi estruturada para ser multi-institucional (Unicamp, HC, Hemocentro, Fapesp), pela relevância dos investimentos, da produção científica e para a assistência.

“A tecnologia SPECT/CT-CZT ampliará significativamente as possibilidades científicas, tecnológicas e educacionais, especialmente no âmbito do teranóstico (terapia e diagnóstico), além de proporcionar benefícios assistenciais substanciais para o HC”, esclarece Souza.

Medicina Nuclear

A nova área da Medicina Nuclear do HC da Unicamp  foi entregue na sexta-feira (10/4). O evento contou com a presença do reitor Paulo Cesar Montagner; do coordenador geral da Universidade, Fernando Antonio Santos Coelho; do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan; do presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago e do coordenador de assistência do HC, Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho, representando a superintendente do hospital Elaine Cristina de Ataíde. Também participaram da cerimônia o diretor da Faculdade de Ciências Médicas, Claudio Saddy Rodrigues Coy, os deputados federais Adriana Ventura, Kim Kataguiri e a ex-deputada Katia Sastre, além de autoridades da Unicamp.

Mesa de abertura
Salvador Pinheiro, Fernando Coelho, Cesar Montagner, Vahan Agopyan e Paulo Velho

“Para nós, do HC da Unicamp, esse é um momento extremamente importante. Ele não aconteceria sem a participação de muita gente. Como um hospital 100% SUS, temos o privilégio de ter um equipamento como esse para oferecer a melhor assistência aos nossos pacientes”, disse Paulo Velho, coordenador de assistência do HC durante a mesa de abertura do evento, ocorrido no anfiteatro do hospital.

“Essa tecnologia vai ajudar as pessoas e gerar conhecimento de qualidade, algo que retorna à população. Essa nova área vai fazer uma enorme diferença não só para o desenvolvimento de pesquisas, mas também para a agilidade e precisão de diagnósticos. Todos sabem que, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura”, celebrou Coelho.

“Estou muito satisfeito porque, primeiro, houve um esforço conjunto para obter os recursos, inclusive, com apoio legislativo. Em segundo lugar, a estrutura foi instalada em um hospital público e universitário que é referência, onde o ensino tem papel fundamental. Assim, vamos unir atendimento à população, pesquisa, ensino e extensão”, acrescentou o secretário Vahan Agopyan.

Marco Antonio Zago apontou a nova área de medicina nuclear como um modelo de investimento. “Esse projeto é um exemplo de como a Fapesp emprego o dinheiro que recebe”, apontou ele.

Anfiteatro do HC da Unicamp Medicina Nuclear
Anfietro do HC da Unicamp

Descerramento da placa

O descerramento da placa de inauguração da nova área da Medicina Nuclear foi feita pelo governo do estado, em Campinas, na quinta-feira (9/4), durante a Caravana 3D – Desenvolvimento, Dignidade e Diálogo –, realizada no Prédio do Relógio. As ações incluíram entregas e novos anúncios em áreas estratégicas como saúde, educação, habitação, infraestrutura urbana, rodovias, segurança pública, desenvolvimento social, turismo e agricultura, além de projetos estruturantes de mobilidade.

“A Unicamp tem um longo trabalho nessa área [Medicina Nuclear] na Unicamp, coisa de 30 anos. De fato, temos um pioneirismo enquanto universidade e suas pesquisas, e como hospital universitário e sua área de assistência. Agora, com esse incremento, teremos ainda melhores condições para continuar trabalhando na fronteira do conhecimento”, disse o reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, durante a cerimônia.

O secretário estadual de saúde, Eleuses Paiva, lembrou que o equipamento será fundamental para o melhor funcionamento da nova área da medicina nuclear da Unicamp. “A Universidade poderá se desenvolver não apenas no setor assistencial, mas também no de pesquisa. E isso é muito importante para o Brasil”, disse ele.

Veja aqui mais fotos da inauguração da nova área da Medicina Nuclear e do equipamento SPECT/CT-CZT.

Ir para o topo