O médico infectologista e coordenador de assistência do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp Plínio Trabasso foi convidado pela professora Maria Luiza Moretti para compor o time de assessores da Coordenadoria Geral da Unicamp (CGU). Plínio assume a função de Assessor Docente de Gabinete a partir do dia 27 de setembro. Em seu lugar, à frente da Coordenadoria de Assistência (COAS) do HC Unicamp, ficará a médica e cirurgiã Elaine Cristina de Ataíde.
“Oprofessor Plínio, devido à sua experiência, competência e dedicação,demonstradas ao longo de sua vida e nesses últimos três anos na gestão do HC,foi chamado para assessorar a CGU. Fica claro que será um ganho para aUniversidade. Entretanto, a Coordenadoria de Assistência do HC é extremamenteimportante e essencial para a condução de nosso hospital. Diante disso,chamamos a professora Elaine de Ataíde, para ocupar o cargo! A professora temdemonstrado uma dedicação, dinamismo e competência na direção do CentroCirúrgico e, tenho certeza absoluta, que contribuirá na condução do HC”,destacou o superintende do HC, Antonio Gonçalves de Oliveira Filho.
Trabasso integra a equipe do professor Antonio Gonçalves de Oliveira Filho desde o dia primeiro dia de gestão, em 25 de junho de 2018. Fazendo uma retrospectiva sobre sua gestão na COAS, Trabasso não deixou de citar o maior de todos os desafios já enfrentados pelo hospital e por sua área: a pandemia de covid-19.
“Foram dias de trabalhos intensos na remodelação do Hospital para o atendimento dos pacientes, trabalho que iniciou logo em janeiro de 2020 e vem se estendendo desde então. O primeiro paciente com covid-19 no nosso Hospital foi atendido no final de março de 2020”, relembra.
Antes disso, o hospital estava buscando qualificação dos encaminhamentos e inserção das consultas ambulatoriais do HC via Diretoria Regional de Saúde (DRS-7) e a Central de Regulação de Vagas (CROSS), ampliação dos diferentes módulos que compõem o AGHUse, para sua completa implementação, além dos projetos relacionados à qualidade assistencial, em conjunto com o Núcleo de Segurança do Paciente e o Núcleo de Avaliação em Tecnologias para a Saúde (NATS).
“Ainda, claro, sempre auxiliando a Coordenadoria de Administração e o Superintendente na busca de maiores recursos para financiamento do hospital”, diz Trabasso, que tam´bém é professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.
A pandemia de covid-19 não impediu também que a COAS fizesse a implementação da gestão de leitos, tanto com o início dos trabalhos do NIR intra-hospitalar, agregando-o depois ao NIR inter-hospitalar – que já atuava há 8 anos – quanto a criação dos grupos de trabalho para Alta Segura e, também, o grupo de acompanhamento da duração da internação.
“Nãoposso deixar de citar a benfazeja implementação da Unidade de CuidadosIntermediários, que muito nos auxiliou no atendimento de pacientes cirúrgicosneste período. Tivemos que desativar temporariamente a UCI, mas essaexperiência foi tão exitosa que, assim que possível, essa unidade seráretomada”, ressalta.
Coma ampliação da vacinação contra covid-19 e o arrefecimento dos casos decovid-19, Plínio acredita que o maior desafio da COAS nos próximos meses será aretomada das atividades usuais do hospital, com redistribuição dos leitos parainternações eletivas, clínicas ou cirúrgicas e o redesenho do mapa assistencialda Unidade de Internação de Adultos (UIA).
“E,claro, dar continuidade aos projetos estruturantes que foram iniciados e,infelizmente, tiveram que ser deixados para um segundo plano durante o biênio2020-2021”, diz.
Nãocomo despedida, Trabasso agradece imensamente toda equipe do hospital, “quenunca mediu esforços para colaborar no atendimento dos pacientes”, enfrentandocom garra e determinação os enormes desafios que a pandemia impôs.
“Sem a colaboração incansável de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, técnicos de farmácia, nutricionistas, copeiros, dentistas, assistentes sociais, jornalistas, relações-públicas e toda equipe que cuida dos contratos, aquisições, faturamento e administração do Hospital, não teríamos tido o sucesso que tivemos no enfrentamento não só da pandemia de covid-19, como também da grave situação financeira que estamos vivenciando”, finaliza Trabasso, desculpando-se caso tenha esquecido de alguém.
Gestão participativa e transparente

A pandemia de covid-19 fez com que a cirurgiã Elaine Cristina de Ataíde se envolvesse mais com as atividades da área assistencial do HC Unicamp. O gosto pela gestão levou a professora do Departamento de Cirurgia da FCM a fazer um MBA em administração. Assim, o convite para substituir o infectologista Plínio Trabasso na COAS não foi uma surpresa para Elaine.
Atenta a delicada situação da saúde pública brasileira e também do HC Unicamp, Elaine pretende agregar a participação ativa de médicos e especialistas no desenvolvimento de ações que devolvam ao hospital sua estrutura clínica e cirúrgica antes do advento da covid-19.
“Quero reestruturar o HC nos moldes pré-pandemia, com a retomada das internações eletivas e o fortalecimento do Núcleo Interno de Regulação (NIR) na gestão de leitos e, também, com as equipes de assistência retomando suas posições de trabalho. Quero, ainda, tornar a Coordenadoria de Assistência mais transparente e participativa, com o apoio de toda a comunidade”, destaca Elaine.
Edimilson Montalti – Assessoria de imprensa do HC Unicamp
