Cerca de 84 enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos da Unidade de Emergência Referenciada (UER) do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp participaram, no início de setembro, de um treinamento de simulação clínica voltado para o desembarque seguro de pacientes críticos transportados pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar.
De acordo com a enfermeira Angélica Olivatto, responsável pela área de Educação Continuada do Departamento de Enfermagem do HC da Unicamp, mensalmente, o HC da Unicamp recebe, em média, seis pacientes vítimas de traumas graves, tanto adultos como crianças. O objetivo do treinamento é aprimorar a assistência em situações de extrema urgência.
“É a primeira vez que acontece a simulação. Em outras oportunidades foram oferecidos somente o curso teórico. Nessa nova versão, elaboramos um treinamento híbrido. Fizemos conteúdos por videoaulas no Moodle no formato assíncrono. Somente quem finalizou a parte teórica pode participar da simulação”, explica Angélica.

A capacitação abordou desde as rotinas essenciais de biossegurança e segurança da cena — como os ângulos de aproximação no campo de visão do piloto, o isolamento da zona de perigo da cauda e a postura curvada para proteção contra os rotores —, até a preservação dos cabos e linhas de vida do paciente durante o desembarque.
A atividade foi concluída com a prática padronizada da transferência de cuidado (handoff), garantindo que a passagem do caso para a equipe da sala de emergência hospitalar ocorra com máxima precisão, agilidade e alinhamento assistencial.
Para o médico e coordenador da UER, Thiago Calderan, o treinamento tem impacto direto no atendimento integrado ao paciente que chega pelo transporte aéreo — principalmente o traumatizado grave – e na integração entre as equipes do Grupamento Aéreo (Águia) e da UER, com mais assertividade e segurança tanto para a vítima quanto para todos os profissionais envolvidos na recepção.
“Para o hospital, o resultado é um fluxo organizado, alinhado aos protocolos de referência em emergência. E, no fim, tudo isso se traduz em atendimento mais rápido e em mais chances de sobrevida para o paciente grave”, afirma Calderan.

Ainda segundo Calderan, a capacitação da equipe da UER é contínua. Treinamentos, orientações e capacitações são sempre necessários para garantir o melhor atendimento ao paciente. “Buscamos suprir as lacunas identificadas na rotina do serviço e nos indicadores de qualidade da assistência para promover novos treinamentos da equipe multidisciplinar”, comenta.
