Uma verdadeira operação de “guerra” foi montada no último dia 03 de setembro pela superintendência, COAS, COAD, Departamento de Enfermagem, Divisão e Engenharia e Materiais (DEM) e Divisão de Serviços Gerais (DSG) para contenção de um vazamento de água que ocorreu dentro do forro da UTI D3. Imediatamente foi colocado em prática o plano de contingência para a transferência dos 10 pacientes internados para outros setores do hospital. Foram acionados 12 profissionais do DEM que atuaram por cinco dias, em turnos diurnos e noturnos, para as ações de intervenções estruturais no forro da área.
O primeiro alerta foi feito na tarde da quinta-feira (03-09), pela equipe assistencial do posto que identificou um vazamento de água, que foi rapidamente confirmado e contido pelos técnicos do DEM. Em pouco mais de uma hora, estima-se que vazaram pelo menos 150 litros de água, decorrente de um colapso em uma das tubulações de cobre de água quente. Entretanto, explica o engenheiro Sérgio Lacerda do DEM, era preciso fazer a manutenção preventiva para a intervenção estrutural para a substituição de mais de 150 metros de encanamentos antigos por tubos e conexões PPR (Polipropileno Copolímero Random), que não usam solda e que suportam pressões de até 20 bar e temperaturas de operação contínua de até 95 °C.
Estiveram à frente desse plano de emergência os engenheiros Fernando de Figueiredo e Cleber Leal, que coordenaram conjuntamente a operação de intervenção, especialmente a direcionada à substituição da rede mestra – inclusive os registros – de água quente antiga pela nova com tubulação PPR, que foi concluída quatro dias depois (07/09). Eles explicam que ainda foi necessário as manutenções de forros de gesso, pintura e revisão elétrica no local. “Identificamos a ocorrência de corrosão localizada em tubos de cobre, possivelmente causada por fluxo de soldas realizadas ha mais de trinta anos e que estão sujeitos a desgastes e imprevistos com o ocorrido”, esclarece Figueiredo. O cobre, diz, é um material resistente, mas o tempo, a qualidade da instalação e o tipo de água (muito ácida ou com minerais corrosivos) podem comprometer a integridade da rede.
“Imediatamente ao registro do problema estabelecemos uma rotina de comando coordenado para o plano de contingência, onde as decisões estratégicas de respostas foram tomadas conjuntamente durante todos os dias da intervenção, com a mobilização e implementação de todas atividades necessárias à resolução do problema. Não posso deixar de agradeçer ao empenho de todos os envolvidos e compreensão das dificuldades que a situação exigiu”, explica o superintendente Maurício Etchebehere. A UTI foi reaberta na terça-feira (08/09).





