A Divisão de Recursos Humanos (DRH) do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp realizou no mês de julho e início de agosto o workshop Além do prontuário: autocompaixão e sobrevivência emocional. Como se colocar na escala de cuidado do dia? para os colaboradores do hospital. A iniciativa buscou oferecer uma resposta preventiva e estratégica ao estresse e à sobrecarga diante da rotina intensiva e de alta complexidade do hospital.
Baseado em evidências científicas, o workshop buscou dar aos profissionais do HC da Unicamp ferramentas práticas de autocompaixão para regulação emocional e promoção do bem-estar na rotina de trabalho, desmistificando as crenças de que o autocuidado é um privilégio ou uma fraqueza. Foram quatro turmas e 63 participantes. Um dos dias do workshop foi dedicado à equipe da DRH.
De acordo com a psicóloga Nádia Milani, a autocompaixão é uma ferramenta para ser usada no dia a dia. Acolher-se diante das dificuldades é uma estratégia preventiva essencial para mitigar o burnout, sustentar o engajamento no trabalho e humanizar as relações institucionais de forma duradoura.



“Às vezes as pessoas são muito críticas consigo mesmas e são tomadas pela ansiedade, medo, cansaço, frustação e outras emoções. A atenção plena, a autobondade e a lembrança de que não estamos sozinhos ajudam a transformar quem somos e a enfrentar os desafios profissionais e pessoais”, explica Nádia.
Os encontros utilizaram metodologias ativas, como a desmistificação de conceitos na atividade “Raio-X”, o treino da técnica “Pausa da Autocompaixão” e a elaboração de uma “Prescrição de Bolso” personalizada. Além disso, a ação diferenciou-se pela abordagem contínua: os participantes receberam recursos de ancoragem comportamental para o posto de trabalho e um acompanhamento digital de 14 dias com lembretes diários de autocuidado.
“O workshop está em sintonia com a atual edição do boletim informativo Pílulas de Psicologia, que introduziu o tema para comunidade do hospital e serviu de ponto de partida para fundamentar o conceito sobre autocompaixão abordado durante as atividades”, disse Monique Arantes.

