O saguão do quarto andar em frente à enfermaria de Pediatria do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp se transformou numa sala de cinema na sexta-feira (19/6). A sessão começou às 15h30 da tarde com a exibição do filme Madagascar. As crianças internadas tiveram uma experiência cinematográfica completa, com direito a ingresso, pipoca e gelatina. A ação faz parte do projeto CineTransforma, idealizado por Gabriela Ribeiro.
“O CineTranforma é um projeto social que estou desenvolvendo a mais de um ano. A proposta é levar a experiência da sala de cinema para mais pessoas. O hospital é um caso especial, pois as pessoas não podem sair para assistir um filme. Então, trouxemos hoje o cinema para as crianças que estão internadas”, contou Gabriela.
A coordenadora do Serviço de Enfermagem Pediátrica do HC, Giselli Vilella, disse que o CineTransforma, transformou o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento. “O filme proporcionou às crianças, às famílias e aos profissionais momentos de alegria, conexão e humanização do cuidado”, lembrou a enfermeira.

Tricia Thomé, relações públicas do HC da Unicamp, acompanhou toda a organização, montagem e realização do projeto. Ela ficou impressionada com a determinação e responsabilidade de Gabriela, uma jovem de 16 anos que resolveu democratizar o acesso ao cinema. “Cada detalhe foi pensado por ela. Pretendemos manter essa parceria e fazer, em breve, outras sessões de cinema, também para os pacientes adultos internados no hospital”, revelou Trícia.
A pipoca e a gelatina foram feitas pela equipe da Divisão de Nutrição e Dietética (DND) do hospital. Os desenhos nos saquinhos de pipoca foram feitos por Gabriela e alguns amigos e amigas que, inclusive, ficaram na bilheteria do CineTransforma. “Fizemos 100 pacotes de pipoca e gelatina. Isso tornou a sessão de cinema mais real. Esta iniciativa trouxe, com certeza, acolhimento às nossas crianças”, disse a nutricionista Luciane Giordano, coordenadora da Divisão de Nutrição e Dietética (DND) do HC.




“O cinema é a minha grande paixão. É para ser visto nas grandes telas, no escuro, sem acesso ao celular. Essa experiência é para marcar àqueles que ainda não puderam ver um filme num grande cinema”, explicou Gabriela, que deseja ser cineasta.
