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HC da Unicamp realiza mutirão cirúrgico para pacientes com incontinência urinária

Ação aconteceu durante campanha da Sociedade Brasileira de Urologia

Mutirão cirurgia incontinência urinária

Cinco pacientes foram beneficiadas com cirurgias para tratamento da incontinência urinária durante um mutirão realizado no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp durante a campanha Saia do Molhado, promovida anualmente no mês de março pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A campanha busca alertar a população de que a incontinência urinária não deve ser considerada algo normal, apesar de ser um problema relativamente comum, especialmente entre mulheres.

“A condição pode impactar significativamente a qualidade de vida de mulheres e idosos, afetando aspectos físicos, emocionais e sociais”, explica o urologista do HC da Unicamo Cássio Ricetto.

Existem diversas formas de tratamento para a incontinência urinária, que podem variar de acordo com cada caso. Entre as opções estão medicamentos, fisioterapia pélvica e procedimentos cirúrgicos. “Atualmente, as cirurgias utilizadas para correção da incontinência são minimamente invasivas e apresentam, de modo geral, altas taxas de eficácia”, diz Ricetto.

Apesar dos avanços, muitos desses procedimentos dependem do uso de próteses específicas, que ainda possuem acesso limitado em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, iniciativas baseadas em parcerias e doações tornam-se fundamentais para ampliar o acesso dos pacientes a esse tipo de tratamento. As cirurgias no HC foram viabilizadas por meio da doação de próteses da marca Promedon, recebidas pela Fundação da Área da Saúde de Campinas (Fascamp).

“A conscientização sobre o tema e demonstra como a união entre instituições, profissionais de saúde e parceiros pode contribuir para transformar a vida de pacientes que convivem com a incontinência urinária”, reforça Ricetto.

Incontinência urinária

Um levantamento realizado pela SBU com dados do Ministério da Saúde mostra que foram realizados mais de 29,3 mil procedimentos cirúrgicos para tratar escapes de urina no período de 2020 a 2024. Esse número é considerado baixo, já que a estimativa é que cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos tenham incontinência urinária.

De acordo com a SBU, os escapes de urina podem ocorrer em pequenas quantidades, após a pessoa espirrar, rir, tossir, exercitar-se, fazer esforços e até mesmo pela vontade súbita de urinar – algumas vezes, a pessoa sequer consegue chegar ao banheiro a tempo. Muitas pessoas que sofrem de incontinência urinária acabam recorrendo ao uso de fraldas e absorventes ou até recusam o convívio social.

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