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Gastrocentro realiza mutirão e reforça a importância da prevenção do câncer colorretal

Doença atinge mais de 40 mil pessoas por ano no Brasil e chances de cura são altas, quando diagnosticado e tratado precocemente

Mutirão de coloscopia no Gastrocentro

O Gastrocentro da Unicamp promoveu na última sexta-feira de fevereiro (27/2) mais um mutirão em colonoscopia. Cerca de 40 pacientes de Campinas e região previamente convocados foram atendidos. O mutirão abriu as ações do Março Azul, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal — um dos tipos de câncer mais frequentes no Brasil e no mundo.

“A doença, que atinge o intestino grosso e o reto, muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, o rastreamento é fundamental. A colonoscopia é o principal exame para prevenção, pois permite identificar e remover pólipos — pequenas lesões que podem evoluir para câncer ao longo do tempo”, explica a médica gastroenterologista Cristiane Kibune Nagasako.

A realização do exame é recomendada, em geral, a partir dos 45 a 50 anos, ou antes, em pessoas com histórico familiar da doença ou outros fatores de risco. Além do rastreamento, hábitos saudáveis também contribuem para a prevenção, como alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, controle do peso, redução do consumo de carnes processadas, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

Equipe do Gastrocentro durante mutirão de colonoscopia
Equipe do Gastrocentro durante o mutirão de colonoscopia

“Os mutirões de exames têm o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de colon. Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas chances de cura”, reforça a médica cirurgiã e coordenadora do Gastrocentro, Ilka Boin.

Março Azul

Março é o mês dedicado ao combate do câncer colorretal, o terceiro tumor que mais causa mortes e o segundo mais incidente em homens e mulheres por volta dos cinquenta anos, depois do câncer de próstata e mama.

Hoje, a chance de uma pessoa desenvolver a doença é da ordem de 4,3% sendo que ela é mais comum em homens e mulheres com mais de 45 anos ou em pessoas que tenham histórico familiar da doença.

No Brasil, o câncer colorretal atinge mais de 40 mil pessoas por ano. A Fundação do Câncer divulgou no mês passado um estudo que projeta um aumento de 21% de novos casos de câncer colorretal no país entre 2030 e 2040. Apesar da alta mortalidade, o câncer colorretal tem cura, especialmente quando diagnosticado precocemente.

Março Azul Marinho

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