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O projeto Meses Coloridos encerra o ano com duas campanhas: o Dezembro Laranja para a prevenção e detecção precoce do câncer de pele e o Dezembro Vermelho sobre a prevenção de acidentes domésticos na infância. As ações aconteceram nos ambulatórios de Dermatologia e Pediatria do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. No total, foram 18 ações no ano. Os meses de abril, maio e outubro concentraram mais ações: foram três em cada mês. Os temas trabalhados pela equipe permearam vários assuntos, como violência contra a mulher, esclerose múltiplica, diabetes, fumo, lúpus, autismo, cegueira, pressão arterial, acidente vascular cerebral, artrite reumatóide, acidentes de trânsito, câncer de próstata e mama e outros.

“A equipe do programa Meses Coloridos trabalhou todos os meses para levar informação aos pacientes e visitantes. Houve muito comprometimento e competência em todas as ações realizadas durante esse ano”, disse a enfermeira e professora da Faculdade de Enfermagem (FEnf) da Unicamp Kátia Stancato, idealizadora do projeto.

Dezembro Laranja

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.

No dia 13 de dezembro, a disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, responsável pelo ambulatório de Dermatologia do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizou um mutirão de prevenção e diagnóstico de câncer da pele. O mutirão aconteceu no Centro de Pesquisa Clínica (CPC) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). A atividade foi aberta ao público em geral.

O tema desse ano do Dezembro Laranja é A sua pele é página de um futuro inesquecível.

Dezembro Vermelho

Os acidentes são a principal causa de morte e internação hospitalar em crianças de 0 a 14 anos no Brasil e no mundo, sendo que 90% dos acidentes podem ser evitados com medidas simples de prevenção. As causas mais comuns incluem quedas, queimaduras, afogamento (não só em piscina, mas também em banheira, balde, caixa d’água), engasgo, sufocação, choque elétrico, intoxicação por medicamentos, produtos de limpeza e cáusticos, ingestão de corpo estranho, e traumas relacionados a esportes e atividades de lazer.

“As quedas representam a maior parte dos atendimentos por acidentes na Unidade de Emergência Referenciada (UER) do HC da Unicamp. A maioria acontece dentro de casa, e as estratégias de prevenção devem levar em conta a idade e o estágio de desenvolvimento da criança”, diz Naomi Andréia Takesaki, médica assistente da Unidade de Pronto Atendimento Pediátrico do HC da Unicamp.

De acordo com Andréia, bebês nunca devem ser deixados sozinhos sobre trocadores, camas ou sofás. Deve-se evitar carrinhos sem travas e não utilizar andadores (proibidos pela Sociedade Brasileira de Pediatria por aumentarem o risco de quedas e traumas). Crianças a partir de um ano começam a explorar o ambiente e a casa deve ser adaptada, com portões de segurança no início e no fim das escadas, telas nas janelas, e afastamento de móveis que facilitem escalar janelas. Já crianças maiores têm mais autonomia e menor percepção de risco.

Nesses casos, a pediatra do HC deixa as seguintes orientações:

  • Em caso de acidentes em casa, se a queda for leve, sem perda de consciência, choro imediato com melhora rápida e movimentação normal de membros a criança deve ser confortada e pode ser observada em casa, com aplicação de gelo se houver formação de um galo pequeno. Se houver sonolência excessiva, vômitos repetidos, desmaio, mudança de comportamento (irritação, confusão), sangramento, inchaço ou dor importante a criança deve ser levada ao serviço médico imediatamente para avaliação. Sempre que a queda for associada a locais altos como escada, beliche ou árvore a criança também deve ser levada ao serviço de emergência.
  • No caso de cortes deve-se lavar o local imediatamente com água corrente abundante e sabão neutro, aplicando um curativo limpo. Não utilizar pó de café, pomadas caseiras, pasta de dente ou outras substâncias domésticas. Procurar atendimento médico se o corte for profundo ou muito extenso, se houver sangramento que não melhore com compressão local, se o ferimento for no rosto ou se o corte foi causado por metal enferrujado.
  • Nos acidentes com queimaduras, retirar a criança da fonte de calor e retirar imediatamente a roupa (se não estiver grudada na pele), resfriar o local com água corrente abundante, cobrir com pano limpo e levar ao serviço de emergência. Nunca utilizar pó de café, pasta de dente ou pomadas caseiras.
  • Em situações de ingestão de medicações ou produtos de limpeza nunca provoque vômitos ou ofereça leite, água ou outros alimentos sem orientação médica. Tentar identificar a substância e entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) ou levar ao serviço médico para avaliação juntamente com a embalagem do produto. Ingestão de  baterias e ímas tem potencial elevado de complicações e devem ser rapidamente avaliadas em serviço de emergência.

“A maioria dos acidentes na infância é evitável. Supervisão ativa de adultos, atenção às fases de desenvolvimento e simples mudanças no ambiente tornam a casa muito mais segura para as crianças”, finaliza Andréia.

Meses Coloridos

O projeto Meses Coloridos é uma ação realizada pelo Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Faculdade de Enfermagem (FEnf) e Pró-reitoria de  Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC). O objetivo do projeto é desenvolver campanhas de conscientização em saúde, associando cada mês a uma cor representativa de uma causa específica, a fim de promover a educação, prevenção e sensibilização da comunidade sobre questões de saúde.

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