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HC e Mário Gatti realizam campanha Dezembro Laranja de prevenção e detecção precoce do câncer de pele

A disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, responsável pelo ambulatório de Dermatologia do Hospital de Clínicas da Unicamp promove neste sábado (02-12), em parceria com a Prefeitura de Campinas e com o Hospital Mario Gatti, o mutirão de prevenção e diagnóstico de câncer da pele “Dezembro Laranja”. A atividade é aberta ao público em geral e o atendimento será das 9 às 15 horas, no ambulatório de Dermatologia do Hospital Mario Gatti.

A campanha deste ano tem o slogan “Seu Sol, sua pele sua proteção”. A parceria é da Sociedade Brasileira de Dermatologia com vários serviços de dermatologia credenciados no país. A campanha “Dezembro Laranja” é realizada da desde 1999, com a promoção de uma série de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, incluindo a importância da fotoproteção em suas diferentes formas para a redução dos riscos. O mutirão vai envolver médicos dermatologistas, oncologistas, equipes de enfermagem, residentes e alunos de medicina.

A dermatologista da Faculdade de Ciências Médicas e coordenadora da campanha pela UNICAMP, professora Andréa Fernandes Eloy da Costa França, explica que o foco da campanha são pacientes com lesões de pele que estão crescendo, sangram espontaneamente ou não cicatrizam, bem como, os que possuem pintas escuras que estão aumentando de tamanho, cor ou ulceram rapidamente em poucos meses. Não há necessidade de encaminhamento ou agendamento prévio.

Ocâncer de pele é o tipo mais frequente no mundo todo. “O câncerde pele é uma alteração da pele, ou seja, ela é modificada porefeitos nocivos, principalmente da exposição solar. Quando há umamodificação da célula saudável, inicia-se uma proliferaçãoexagerada e anormal”, explica França.

Amédica da Unicamp reforça que o evento será uma oportunidade paraa população cuidar da pele. “A grande importância para apopulação de uma forma geral é que o câncer de pele, quandodetectado precocemente, tem um dos maiores índices de curaexistentes. Para os casos em que houver identificação de lesõessuspeitas, o paciente será encaminhado para biópsia e tratamentonas unidades do Mario Gatti, HC Unicamp e policlínica da prefeiturade campinas”, afirma a dermatologista.

Osgrupos de maior risco são os do fototipo I e II, pessoas com a peleclara, sardas, cabelos e olhos claros. “É muito importante que opaciente observe se existem alterações em sua pele, principalmentelesões em geral assimétricas, que podem formar uma ferida ou úlceracentral, que apresentem coceira, sangram facilmente e que nuncacicatrizam”, ressalta Andréa.

Asorientações para prevenção da doença incluem evitar a exposiçãoexcessiva e sem proteção à radiação ultravioleta, principalmenteno período entre 10 e 16 horas. No caso de exposição ao sol,recomenda-se o uso de chapéus e protetor solar, que deve serreaplicado a cada duas horas e com fator de proteção solar de nomínimo 30.

Ocâncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos destadoença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA)registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. O tipo maiscomum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porémseus números são muito altos. A doença é provocada pelocrescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as queforem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.

Ocâncer de pele apresenta diferentes tipos da doença, como ocarcinoma basocelular, o mais frequente, que corresponde a 70% daincidência registrada. Esse tipo de câncer está diretamente ligadoa exposição aos raios ultra-violetas acumulada durante a vida.Assim, é comum seu surgimento se dar após os 40 anos. Tem baixaletalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce. Surgecom frequência em regiões mais expostas ao sol, como face, orelhas,pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Pode se desenvolver tambémnas áreas não expostas, ainda que mais raramente.

Ocarcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum. Manifesta-senas células escamosas, que constituem a maior parte das camadassuperiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo,embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol. É duas vezes maisfrequente em homens do que em mulheres. Além da exposiçãoprolongada e sem proteção ao sol, o tabagismo também é um fatorque contribui para o surgimento desse tipo de câncer.

Otipo mais letal e agressivo é o melanoma – registra 8,4 mil casosanualmente no Brasil-, cujo diagnóstico e tratamento precoce sãodeterminantes para a cura (em 90% dos casos), e quando não tratado,pode levar à morte. É o menos frequente dentre todos os cânceresda pele. Os principais sintomas são o crescimento de manchas napele, com aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada,castanha, rósea ou multicolorida; o surgimento de uma pinta preta oucastanha que muda de cor, textura, torna-se irregular nas bordas ecresce de tamanho; ou ainda, uma mancha ou ferida que não cicatriza,que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ousangramento.

Serviço:Campanhacontra o Câncer de Pele – Informações sobre a doença, examesgratuitos da pele e agendamento de casos positivos de câncer
Dia:02de dezembro (sábado)
Local:Ambulatóriode Dermatologia Hospital Municipal Mario Gatti Av. Pref. Faria Lima,340 – Parque Itália, Campinas – SP
Horário:9hàs 15h

IMPORTANTE:Ospacientes devem trazer documento de identidade ou CPF, cartão SUS ecomprovante de endereço para realização de cadastro dos casospositivos de câncer

CaiusLucilius – Assessoria de Imprensa HC

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