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Superintendente do HC tem agenda em São Paulo para tratar de demandas do hospital

Osuperintendente do Hospital de Clínicas Antonio Gonçalves de Oliveira Filho participounesta quarta-feira (16), de três agendas institucionais em São Paulo. Aprimeira ocorreu pela manhã na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) edurante a tarde o encontro foi na Secretaria de Estado da Saúde. Na ocasião, foidiscutido na SDE a situação financeira e orçamentária da Universidade relativaà Área da Saúde. Na SES a pauta girou em torno da situação financeira,assistencial, o enfrentamento ao COVID, leitos e a regulação de vagas CROSS.

NaSDE, a reunião foi com o coordenador de Ensino Superior, professor SandroRoberto Valentini (ex-reitor da Unesp). Ao tratar dos recursos orçamentários eextraorçamentários do hospital, Antonio Gonçalves esclareceu que a situação vemtomando proporções preocupantes mesmo com 14,6% do orçamento do hospitalatrelado ao custeio de RH mantido pela Unicamp. A parte que compõem toda a áreada Saúde no orçamento da Universidade representa hoje cerca de 21,25%. A médicae assessora do coordenador, Maria Aparecida Custódio Domingues, compôs areunião.

A segunda reunião do dia ocorreu na Central de Regulação deOfertas e Serviços de Saúde (CROSS) da Oncologia com a coordenadora do GrupoTécnico de Regulação da SES/SP, Raquel Zaicaner e Sheila Ventura. “Falamossobre organizar e melhorar ainda mais a regulação em oncologia na região”,diz Toninho.

A terceira reunião do dia ocorreu no gabinete do secretário executivo, Eduardo Ribeiro Adriano, juntamente com coordenador de Regiões de Saúde do Estado de São Paulo, Osmar Mikio Moriwaki, com Wilson Roberto de Lima coordenador da Gestão Orçamentária e Financeira (CGOF), com a diretora técnica Marilza da Silva e Silva (CGOF), com a coordenadora do Grupo Técnico de Regulação da SES/SP, Raquel Zaicaner e virtualmente com a diretora da DRS-7, Mirella Povinelli.

Osuperintendente do HC da Unicamp abriu a reunião com demandas relacionadas aoenfrentamento do COVID-19 no hospital. Entre os acertos está a prorrogação doconvênio leitos de UTI COVID-19 e o financiamento dos 72 leitos de enfermariaCOVID-19. O secretário executivo autorizou o pleito através da DRS-7 e vaiprorrogar o convênio. “Todos esses leitos devem estar inseridos no CensoCOVID e vinculados à CROOSS”, determinou o secretário executivo.

Apresentando números gerais, inclusive de oncologia,Gonçalves mostrou que de todos atendimentos ocorridos nos últimos 12 meses naUnidade de Emergência Referenciada (UER), 86% foram procuras espontâneas. Outroindicador é o que demonstra os casos aceitos nesse período pela regulação CROSS:1791 pacientes. “Mesmo assim recebemos outras 1292 vagas “zero” nesse período”, disseToninho. As cinco principais demandas vaga “zero” são neurocirurgia(1º), ortopedia (2º), cirurgia vascular (3º), cirurgia geral (4º) e cardiologia(5º).

Sobrea apresentação do déficit de R$ 26 milhões para o corrente ano, Eduardoobservou que é preciso fazer ajustes na matriz da contratualização do hospitaljunto ao SUS. “O HC é um hospital de extrema importância para a SES naregião, porém, discutir a ampliação da receita na contratualização é o primeiropasso para qualificar a assistência do hospital com serviços de maior valoragregado na alta complexidade e nas potencialidades de procedimentosFAEC”, observou em consonância com Mikio e Mirella.

Poroutro lado, o superintendente listou situações peculiares como a oncologia, a superlotaçãoda UER e a inserção das vagas ambulatoriais na CROSS. “Campinas é segundaregião do Estado com maior dependência de tratamento de câncer e esse é um dosmotivos de nossa reunião em reforçar a ação do CACOM Unicamp”, salientou osecretário executivo. Sobre a urgência e emergência ele enfatizou a importânciada revisão do fluxo da porta de casos simples que competem com casos graves dealta complexidade.

“Todasas Diretorias Regionais de Saúde do Estado estão revisando o plano de ação daRede de Urgência e Emergência – RUE para adequação das portas nos hospitaisestratégicos como o HC. O momento é agora”, destacou Mikio. Em relação ainserção das vagas externas reguladas de especialidades ambulatoriais na CROSS,a SES vai prestar a assessoria técnica ao hospital.

O superintendente enfatizou que a reitoria da Universidade e a Diretoria Executiva da Área da Saúde não tem medido esforços para auxiliar o Hospital das Clínicas nos pleitos discutidos, especialmente o financeiro. Ao final da reunião a diretora da DRS-7 solicitou ao secretario executivo o apoio de custeio diferenciado para ações específicas no hospital que estão sendo discutidas com a superintendência do HC da Unicamp. “Conta conosco em todas as demandas e vamos trabalhar juntos”, conclui Adriano.

Caius Lucilius – Assessoria de Imprensa HC

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