Toxicologista passa a integrar seleto grupo de pesquisadores

(28/11/2014) O farmacêutico e toxicologista do Centro de Controle de Intoxicações (CCI) da faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp Rafael Lanaro passa a ser o primeiro representante da América Latina e único brasileiro a integrar a equipe de jovens pesquisadores da Associação Internacional de Toxicologistas Forenses. O convite foi feito durante o 52º Encontro Anual de Toxicologistas Forenses ocorrido em Buenos Aires, Argentina. Durante o mesmo congresso, Rafael também ganhou o prêmio de melhor trabalho oral pela apresentação do caso do Hospital Vera Cruz (Veja matéria). A participação no congresso teve o apoio da AFPU. 

Você esperava o convite para integrar a equipe de jovens pesquisadores?
Foi uma surpresa, não esperava tal convite, uma vez que estou no começo da minha carreira como toxicologista e, também, em mais de 52 anos dos Encontros Internacionais de Toxicologistas Forense, nunca um representante da América do Sul tinha sido escolhido para compor essa equipe seleta que é composta por 10 membros apenas.

Qual função você irá desempenhar dentro da Associação?
Irei fazer parte da equipe dos jovens cientistas, o qual é responsável pela  organização  do encontro anual de jovens cientistas de todo o mundo, onde são apresentados  os últimos avanços na área de toxicologia forense.  Também irei avaliar os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio de Jovem Cientista dos respectivos encontros na modalidade pôster, oral e  artigos já publicados.

O caso Vera Cruz gerou grande repercussão. Por que?
Primeiramente, pela parte científica, pois foi a primeira vez no mundo onde se conseguiu comprovar analiticamente a existência da substância perfluorocarbono em material biológico. Em seguida, a repercussão maior foi devido a como tudo isso ocorreu dentro do hospital e que acabou vitimando três pessoas jovens e saudáveis.

Existe crime perfeito?
Na área da toxicologia, com os constantes avanços tecnológicos que a Unicamp já dispõe, principalmente do laboratório Thonsom do Instituto de Química, com certeza não! 

Texto: Edimilson Montalti 

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