Inovações geram economia em aquisições de produtos e medicamentos

(13/02/2006) No pregão presencial, ao contrário dos leilões, ganha quem faz a menor oferta

Um ano após a realização do primeiro pregão presencial para aquisição de medicamentos de consumo constante, a implementação dessa modalidade de licitação - aliada a outras inovações como o “Registro de Preços”, na rotina do HC da Unicamp vai proporcionar uma economia de R$ 2 milhões durante o ano na aquisição de materiais, próteses e medicamentos. Ao todo, são mais de 300 itens como antibióticos, reagentes de laboratório, materiais cirúrgicos, luvas, sondas, soros, filmes de raio x entre outros que sofreram reduções de preço em relação as mesmas licitações e materiais adquiridos em 2005.

Os pregões foram conduzidos pela equipe da Divisão de Suprimentos do HC e contou com a participação de dezenas de empresas, que já disputaram mais de 30 licitações. Ainda como medida de otimização de custos e racionalização de trabalhos, o HC foi inserido nas Atas de Registro de Preços da Secretaria Estadual de Saúde, beneficiando-se dos preços reduzidos de produtos adquiridos em grande escala.

Entre os destaques da economia para o HC estão medicamentos como a morfina (-64,28%) e os antibióticos (-32,2%) que proporcionaram uma economia de R$ 567 mil. Nos materiais para pacientes as bolsas de colostomias e kit drenagem (-50,75%) lideraram a redução de custos. Já nos materiais de uso constante por profissionais do hospital o destaque foi para as luva cirúrgicas, estéril, não estéril, com forros, com uma queda de -18% e uma economia de quase 100 mil se comparada à ultima aquisição dos mesmos produtos. No HC da Unicamp são utilizados por dia cerca de sete mil pares de luvas/dia ou 2,5 milhão por ano.

Segundo a superintendência do HC, o pregão presencial deverá chegar próximo de 100 por cento nesse ano. “Hoje adquirimos praticamente quarenta por cento do valor dos itens em estoque através de Pregão e Registro de Preços. Nossa meta é alcançar 65% até dezembro, e outras inovações estão chegando, como o Pregão eletrônico”, ressalta Reinaldo Calil Filho, Coordenador Adjunto da Administração do HC. Na área de Saúde da Unicamp, o Hemocentro foi a primeira instituição a implementar a modalidade do “pregão presencial” com uma média de 2,5 pregões/mês, seguido do CAISM. Na Unicamp, a primeira área a implantar os pregões presenciais foi a Diretoria Geral de Administração – DGA.

No caso do pregão presencial e do Registro de Preços que dinamizam as aquisições, a redução de custos é o principal diferencial, seja no operacional ou no produto final, já que nas licitações tradicionais vence quem oferecer a melhor proposta descrita em envelopes fechados. Entre as vantagens dos pregões presenciais está a possibilidade de negociação no momento da licitação, a definição de custo real dos produtos baseada em pesquisa de mercado, a utilização da Internet para a complementar documentações pendentes etc. O “pregão presencial” também dispensa a verificação de todos as descrições e habilitações das empresas participantes, que será exclusiva do vencedor. Com o apoio da Internet, os gastos ficam disponíveis no site: www.pregao.sp.gov.br , dispensando a publicação dos resultados - até R$ 600 mil - no Diário Oficial do Estado.

 

Caius Lucilius
Assessoria de Imprensa do HC UNICAMP

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