Médicos angolanos celebram na Unicamp o Dia da Independência de Angola

(11/11/2008) Os médicos angolanos do Hospital Josina Machel de Luanda, que atuam na área de saúde da Unicamp, por meio de convênio internacional entre as duas instituições, realizaram em parceria com Faculdade de Ciências Médicas – FCM, nesta terça-feira, 11, uma cerimônia comemorativa aos 33 anos de Independência do Estado de Angola. O país foi colônia de Portugal até 11 de novembro de 1975, data em que conseguiu sua independência. O dia é comemorado em todo o país com manifestações culturais e esportivas e também é celebrado pelos angolanos dispersos pelo mundo.

Estiveram presentes à homenagem, membros da comunidade angolana no Brasil que moram em Campinas e região; os médicos que realizam o aprimoramento na área de saúde da Unicamp; o cônsul geral de Angola, Oliveira Francisco Encoge; o coordenador do programa de HIV da Maternidade Lucrecia Paim de Luanda, Dr. Pedro de Almeida; o diretor da FCM, Dr. José Rocha Gontijo, representando também o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge; a representante do Caism, Drª Ângela Maria Bacha; e o coordenador do Convênio Técnico de Cooperação Internacional entre Hospital Josina Machel de Luanda e Unicamp, Dr. Francisco Aoki.

Para Aoki, uma cerimônia como essa estreita ainda mais as relações entre Angola e Brasil, bem como o respeito e admiração entre os povos. Segundo ele, desde o início do projeto de cooperação em 2004, 11 médicos já foram aprimorados na Unicamp e atuam hoje em Angola para a melhoria do atendimento à saúde. Ângela Bacha ressaltou a importância da independência para a construção de um país. Como representante do hospital da mulher, destacou o papel das angolanas para a melhoria e desenvolvimento da sociedade.

O cônsul de Angola disse que compartilhar a história do país e da independência com povos amigos é muito gratificante, pois mostra a importância da luta por ideais e bem social. Quanto ao convênio de capacitação de médicos com a Unicamp, Encoge disse ser fundamental no processo de reestruturação angolana. “Educação e saúde são fatores fundamentais para o desenvolvimento de uma nação. Iniciativas como essa acrescentam e trazem benefícios para esta reestruturação”, afirmou o cônsul.

O diretor da FCM disse que a parceria entre as duas instituições é um meio de minimizar a antiga dívida entre os países, referindo-se ao período de escravidão africana no Brasil, período compreendido do século XVI ao XIX. Gontijo afirmou que o convênio irá capacitar profissionais, e com isso ajudar na reconstrução do país. Ao final da cerimônia, o médico angolano que atua na área de cirurgia plástica do HC da Unicamp, Dr. Dadi Bucusso Netemo, fez uma apresentação sobre a história, geografia e costumes de Angola.

O Estado angolano era, fundamentalmente, colônia de Portugal até 1975. Após guerras armadas, os portugueses fizeram acordos com angolanos, até a conseqüente independência da colônia africana. Neste mesmo ano, as demais colônias portuguesas na África como Cabo Verde e Moçambique também conquistaram independência.

Depois de 75, o então novo país de Angola passou por diversas estruturações políticas e sociais. Teve sua primeira eleição presidencial em 1992, mas ainda passou por nova guerra civil terminada no início dos anos 2000. Em setembro de 2008 foi eleito o parlamento do país e em 2009 haverá novas eleições para a presidência. Segundo o cônsul geral as eleições foram reconhecidas internacionalmente como um processo organizado e justo, que faz parte da reestruturação do país.
 

Caius Lucilius com Gláucia Santiago
Assessoria de Imprensa do HC UNICAMP
 

 

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