Investimento em saneamento básico contribuí para erradicação do tracoma

(15/01/2013) O tracoma chegou a ser uma doença epidemiológica, mas hoje em dia está praticamente erradicada, resultado da melhoria nas condições de saneamento básico e na prevenção da contaminação. Caracterizado como uma doença infecciosa e inflamatória que acomete os olhos, se não tratado corretamente pode causar lesões e conduzir à cegueira nos casos mais graves. Causado pela bactéria Chlamydia trachomatis, que também causa a conjuntivite de inclusão em adultos, o tracoma apresenta baixa incidência na população atualmente.

A doença é transmitida através do contato com a secreção dos olhos de uma pessoa que já possui a infecção, por isso é mais comum em crianças, cujo contato nas creches e escolas ocorre freqüentemente durante as atividades. Mas lenços, toalhas e roupas de cama também podem facilitar a transmissão da bactéria.

Os principais sintomas são olhos vermelhos e irritados, com secreção, coceira e intolerância à luz. “Em alguns casos o tracoma apresenta sintomas leves”, explica Rosane Silvestre de Castro (foto), oftalmologista do HC. Ela conta que a pessoa pode ter o tracoma mais de uma vez e a reincidência pode levar a seqüelas.

Em casos mais graves, com a reincidência, a doença pode evoluir para tracoma inflamatório intenso (TI), levando a cicatrizes conjuntivais e corneanas, quando a visão é prejudicada. Essas complicações podem levar a formação de entrópio, quando a pálpebra tem a margem virada para dentro do olho. E ainda a triquíase, com os cílios invertidos tocando o olho.

A correta realização do tratamento garante a cura da infecção, interrompendo a cadeia de transmissão da doença. O oftalmologista deve indicar, a partir do diagnóstico, o tratamento mais adequado. Como o uso de antibióticos, através de comprimidos, pomadas e colírios. “O tratamento indicado é feito com a administração de um único comprimido, esse é o procedimento padrão”, afirma Rosane.

Cuidados com a higiene pessoal são determinantes para o combate à proliferação da bactéria e prevenção de reincidência da doença. Para prevenir o contágio, é importante lavar as mãos e o rosto e evitar coçar o olho. Não usar toalhas de outras pessoas também é uma recomendação importante, principalmente nas escolas.

 

Caius Lucilius com Jéssica Kruckenfellner

Assessoria de Imprensa do HC Unicamp

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