Coordenador
Prof.
Dr. Eduardo Mello de Capitani
Corpo
Clínico
A Central de Controle de Intoxicação
– CCI, surgiu em 19....... com o objetivo de
integrar um grupo de Estudos Epidemiológicos
em Toxicologia formado pelos centros de Belo Horizonte
(UFMG), Campinas (Unicamp), Florianópolis (UFSC),
Londrina (UFL), Maringá (UEMA) e Ribeirão
Preto (USP), desenvolveram um sistema de coleta de
dados.
Desde sua criação, o CCI já
atendeu cerca de .......mil casos, principalmente
decorrentes de ..........
Hoje, as intoxicações são uma
importante causa de morbidade. Graças a base
de dados do CCI foi possível a identificação
e compreensão desses casos, que além
de salvar inúmeras vidas, permite a orientação,
o treinamento de pessoal, a pesquisa e o desenvolvimento
de programas de toxicovigilância, como na pesquisa
abaixo.
O primeiro estudo complexo no país sobre dados
epidemiológicos sobre intoxicações
foi realizado conjuntamente pelos seis centros e publicado
em ...... durante o ...... Congresso .............
Na época, tanto dados nacionais como de outros
países eram escassos. Ao todo ....... pesquisadores
atuaram na pesquisa.
No trabalho foi descrito o perfil epidemiológico
das ocorrências registradas entre os anos de
1994 e 1996. Para o estudo, foi preparada uma ficha
pré-codificada, um manual com instruções
para o preenchimento, as definições
e códigos das variáveis. Até
hoje, as informações registradas são
sempre revisadas, corrigidas, codificadas e digitadas
em cada centro.
Antes de criar a base de dados, se faz a análise
de consistência e validação dos
dados. Dos 53.921 atendimentos na época da
pesquisa, 38,1% ocorreram em Belo Horizonte, 20,2%
em Campinas; 15,2% em Florianópolis; 11,1%
em Ribeirão Preto; 8,0% em Maringá e
7,4% em Londrina.
Os homens representaram 50,4% dos casos do estudo
e a faixa etária mais freqüente foi de
um a cinco anos (17,9%). No trabalho, a principal
ocorrência foi intoxicação (85,4%),
a grande maioria aguda e os acidentes apareceram com
53,5% seguidos pelas tentativas de suicídio
(23,3%), e ocupacional (11,2%).
A pesquisa revelou que os agentes em 30% eram toxinas
animais (escorpiões, aranhas, himenópteros,
cobras e outros), 29,3% medicamentos (benzodiazepinas,
barbitúricos, antidepressivos tricíclicos,
antibacterianos, haloperidol e outros), 13,9% praguicidas
(organofosforados, raticidas, piretróides,
carbamatos, herbicidas, organoclorados e outros) e
8,9% produtos de uso doméstico (hipoclorito,
soda caústica, amoníaco, ácidos,
detergentes e outros).
A via principal de exposição em 55,2%
foi a oral, em 27,6% mordida e/ou picada; 7,6% a via
respiratória e 6,6% a cutânea. Houve
15,7% de internações. A evolução
em 83,3% foi alta com cura e 0,5% de óbitos.