Coordenador
Dr. Helder José Lessa Zambelli
Corpo
Clínico
Prof. Dr. Hélder J. Lessa Zambelli
Dr. Luis Antonio da Costa Sardinha
Enfª. Eliete Bombarda Bachega
Enfª. Maria Valéria de Omena Athayde
Enfª. Nilza Hilário
Equipe
Alto índice de captação de órgãos
e a realização de transplantes bem sucedidos,
fazem parte da história do Hospital de Clínicas
da Unicamp que iniciou essas atividades em 1992, com
a criação da Central de Captação
de Órgãos do HC. O primeiro transplante
oficialmente realizado no HC foi de rins em 1993,
coordenado pelo prof. Dr. ........
Desde o início desses procedimentos, o Hospital
de Clínicas da Unicamp já realizou
cerca de 3000 transplantes de coração,
córnea, fígado, medula óssea,
rin/pâncreas. O transplante com maior frequência
é o de córneas e o ano de 2002 foi o
de maior produção anual para todos os
tipos de transplantes: 303. Hoje, o HC é um
dos mais importantes hospitais do país nessa
área, tendo realizado uma média anual
de 240 transplantes de coração, córnea,
fígado, medula óssea, rin/pâncreas
por ano.
Todo candidato a um transplante entra na lista única
de espera, independentemente do hospital em que esteja
internado, com exceção dos que precisam
de um rim, porque nestes casos a avaliação
da compatibilidade não leva em conta apenas
o tipo sangüíneo. Neste caso (rins) é
preciso a realização de exames complementares
como o HLA que vai ver a semelhança genética
entre o receptor e o doador. O primeiro transplante
renal da América Latina foi realizado pela
USP, nos anos 60.
O HC da Unicamp é um dos 10 hospitais universitários
do Estado de São Paulo, integrantes da Organização
de Procura de Órgãos (OPOs), que foram
escolhidos para coordenar regionalmente as tarefas
relativas a captação de órgãos,
busca ativa, contato com as famílias e cuidado
com o doador. A lista única do interior do
Estado é centralizada no HC da USP-Ribeirão
Preto. No Brasil, a doação só
acontece com o consentimento dos familiares. Se você
tem um doador na família, respeite a vontade
dele.
O sucesso dos transplantes dependem além da
alta qualificação da equipe médica,
de um serviço de enfermagem qualificado, que
conheça a imunossupressão, que é
necessária para evitar a rejeição
ao novo órgão. Uma equipe multidisciplinar
composta por médicos, nutricionistas, fisioterapeutas,
psicólogos, entre outros profissionais assegura
o bem estar do paciente no pós-operatório.
Mas foi em 1997 que os transplantes ganharam respaldo
com a criação da Lei dos Transplantes
(Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997), cujo
objetivo era dispor sobre a remoção
de órgãos, tecidos e partes do corpo
humano para fins de transplante, e o Decreto nº
2.268, de 30 de junho de 1997 que a regulamentou,
na tentativa de minimizar as distorções
e até mesmo injustiças na destinação
dos órgãos.
No dia 30 de junho de 1997, através deste
mesmo decreto, foi criado no âmbito do Ministério
da Saúde o Sistema Nacional de Transplantes
– SNT tendo como atribuição desenvolver
o processo de captação e distribuição
de tecidos, órgãos e partes retiradas
do corpo humano para finalidades terapêuticas
e transplantes.
Graças a criação do Sistema
Nacional de Transplantes, o Brasil figura hoje como
um dos países com maior número de transplantes
realizados. O país possui, em quantidade e
investimento, o maior programa público de transplantes
de órgãos e tecidos do mundo. O SUS
responde por 92% dos transplantes realizados no Brasil
Segundo o SNT uma pessoa com morte cerebral pode
salvar a vida de outras dez com a doação
de órgãos – incluindo pele, ossos
e tendões, esse número cresce ainda
mais. Mesmo depois que o coração pára,
existe possibilidade de doação: as córneas
podem ser retiradas até seis horas após
o óbito, e a pele, num prazo de doze horas.
Os cuidados com os transplantes começam com
o doador. Somente uma equipe com alto nível
de treinamento e qualificação pode realizar
o procedimento do início ao fim. Logística,
medicos e enfermagem atuam contra o tempo no preparo
do paciente até a manutenção
do transplantado.
Todo candidato a um transplante entra na lista única
de espera, independentemente do hospital em que esteja
internado, com exceção dos que precisam
de um rim, porque nestes casos a avaliação
da compatibilidade não leva em conta apenas
o tipo sangüíneo. Já o doador considerado
ideal é o de perfil jovem que tenha sofrido
acidente na cabeça. Para um transplante bem
feito um hospital precisa de um serviço de
enfermagem qualificado, que conheça a imunossupressão,
que é necessária para evitar a rejeição
ao novo órgão, mas facilita o desenvolvimento
de infecções nos pacientes
Como funcionam as Centrais
de Transplantes:
1. O receptor preenche uma ficha
e faz exames para determinar suas características
sangüíneas, da estatura física
e antigênicas (o caso dos rins);
2. Os dados são organizados em um programa
de computador. A ordem cronológica é
usada principalmente como critério de desempate;
3. Quando aparece um órgão,
ele é submetido a exames e os resultados são
enviados para o computador;
4. O programa faz o cruzamento entre
os dados de doador e receptor e apresenta dez opções
mais compatíveis com o órgão;
5. Os dez pacientes não são
identificados pelo nome para evitar favorecimento.
Só suas iniciais e números são
mostrados. Nesta etapa, todos os profissionais da
central têm acesso ao cadastro;
6. O laboratório refaz vários
exames e realiza outros novos com material armazenado
desse receptor. Nesse momento, o receptor ainda não
é comunicado;
7. A nova bateria de exames aponta
o receptor mais compatível. Nessa etapa, o
acesso ao cadastro fica restrito à chefia da
central;
8. O médico do receptor é
contatado para responder sobre o estado de saúde
do receptor. Se ele estiver em boas condições,
é o candidato a receber o novo órgão.
Se não estiver bem de saúde, o processo
recomeça;
9. O receptor é contatado
e decide se deseja o transplante e em que hospital
fará a cirurgia.
DÚVIDAS
1. Como devo expressar o desejo de doar meus
órgãos?
É preciso comunicar a sua família esta
decisão e deixar claro o seu desejo em ser
doador. Isto porque a família é que
decide sobre a doação.
2. Como é a Lei de Transplantes?
A legislação em vigor determina que
a família será a responsável
pela decisão final, não tendo mais valor
a informação de doador ou não
doador de órgãos, registrada no documento
de identidade.
Doador Vivo:
A pessoa maior de idade e capaz juridicamente pode
doar órgãos a seus familiares. No caso
de doador vivo não aparentado é exigida
autorização judicial prévia.
3. Quais órgãos/tecidos podem
ser obtidos de um doador vivo?
Um dos rins, parte do fígado, parte da medula
e parte dos pulmões.
4. Quem pode doar em vida?
O médico deverá avaliar a história
clínica da pessoa e as doenças prévias.
A compatibilidade sanguínea é primordial
em todos os casos. Há também testes
especiais para selecionar o doador que apresenta maior
chance de sucesso.
5. Quais os órgãos/tecidos
que podem ser obtidos de um doador não vivo?
Órgãos: rins, coração,
pulmão, pâncreas, fígado e intestino.
Tecidos: córneas, válvulas, ossos, músculos,
tendões, pele, veias e artérias.
6. Quem recebe os órgãos/tecidos
doados?
Após efetivada a doação a Organização
de Procura de Órgãos do Estado é
comunicada e através do seu registro de listas
de espera seleciona seus receptores mais compatíveis.
7. Quem é o potencial doador não
vivo?
São pacientes assistidos em UTI com quadro
de morte encefálica, ou seja, morte das células
do Sistema Nervoso Central, que determina a interrupção
da irrigação sangüínea ao
cérebro, é incompatível com a
vida, irreversível e definitivo.
8. Após a doação o corpo
fica deformado?
Não, de modo algum. A retirada dos órgãos
é uma cirurgia como qualquer outra realizada
com todos os cuidados de reconstituição,
o que também é obrigatório por
lei.
Morte Encefálica
O que é morte encefálica? É
a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral
que desempenha funções vitais como controle
da respiração. Quando isso ocorre, a
parada cardíaca é inevitável.
Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa
com morte cerebral não pode respirar sem os
aparelhos e o coração não baterá
por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte
encefálica já caracteriza a morte do
indivíduo.
Morte encefálica é o mesmo de coma?
Não, a morte encefálica é diferente
do coma. No coma, as células cerebrais continuam
vivas, executando suas funções; o que
ocorre é uma falha de integração
entre o indivíduo e tudo que o rodeia. Na morte
encefálica, as células nervosas estão
sendo rapidamente destruídas, o que é
irreversível.
Protocolos – disponibilizar doc. Em word para
baixar
Saiba
mais sobre transplantes no endereço
http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/integram.htm
Serviço de Captação de Órgãos
- Hospital de Clínicas - 3º andar
Telefone:(0xx19) 3521-8000 Fax: (0xx19) 3521-7259
e-mail:captacao@hc.unicamp.br