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Laboratório de Cateterismo Cardíaco/Hemodinâmica
HC/Unicamp

EQUIPE MÉDICA

Prof. Dr. Eduardo Arantes Nogueira
Docente responsável pelo Laboratório de Cateterismo Cardíaco/HEMODINÂMICA

Dr. Walasse Rocha Vieira
Dr. André Eduardo Gomes
Dr. André Luís Westin Bittar – médico estagiário

EQUIPE DE ENFERMAGEM

Dra. Solange Martins Viana – Enfermeira
Ivone Rodrigues Lourenço da Silva-Técnica de Enfermagem
Gepiton Pereira – Técnico de Enfermagem
Maria Lúcia Bristotti Fernandes de Mello – Técnica de Enfermagem
Vera Lúcia Cariaga da Silva - Técnica de Enfermagem

Equipe de Técnicos em Hemodinâmica

Sylvio Luiz Lucchi – Biólogo
Valdemir Nogueira – Técnico em hemodinâmica

Equipe de Secretários

Mirian Rosane de Souza
Roseli Isabel Botaro de Barros
Wilson Roberto Eleutério

Laboratório de Cateterismo Cardíaco/Hemodinâmica
catecard@hc.unicamp.br

CATETERISMO CARDÍACO DIAGNÓSTICO

Cateterismo Cardíaco é um procedimento invasivo e cirúrgico que utiliza diferentes tipos de cateteres para registros de pressões intra-cardíacas, colheita de amostras sanguíneas e injeções intra-cardíacas de contraste radiopaco. Este procedimento é realizado sob emissão de Raios-X na forma de fluoroscopia para dirigir o cateter ao local a ser estudado e cinefluoroscopia para registro de imagens digitalizadas em CD.

Para cada local a ser explorado usam-se cateteres de medidas e angulações diferentes.

SALA DE PROCEDIMENTOS

Alguns procedimentos diagnósticos e terapêuticos que são realizados no Laboratório de Cateterismo Cardíaco/ Hemodinâmica:

Angiocoronariografia
Ventriculografia
Aortografia
Arteriografia pulmonar
Biópsia endocárdica
Angioplastia coronária com balão
Angioplastia coronária com colocação de endoprótese ou STENT
Estudos de Cardiopatia valvular
Valvoplastia Pulmonar
Colocação de Marca-Passo temporário
Estudo de Cardiopatia Congênita
Atriosseptostomia

As vias de acesso mais utilizadas neste procedimento são:-

POR VIA BRAQUIAL:-

Com anestesia local, próximo à dobra da flexão do cotovelo, na parte anterior, é feito uma incisão e a separação dos tecidos por dissecção. Isola-se a artéria Braquial para ter acesso ao lado esquerdo do coração (arterial) ou a veia Basílica para acesso ao lado direito do coração (venoso). Então é feito uma incisão no vaso onde será introduzido o cateter, que será lavado com soro heparinizado após sua introdução.

Completado os estudos necessários o cateter é retirado, suturando-se o vaso e finalmente a pele.

POR VIA FEMORAL:

Com anestesia local na região femoral (inguinal) faz-se a palpação dos vasos, introduzindo-se uma agulha de punção, localiza-se e punciona-se a artéria ou a veia Femoral. Introduz-se então um fio guia pelo lúmen da agulha. Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se no vaso somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres. O fio guia que sempre ajuda na colocação e posicionamento dos cateteres com segurança, será retirado após.

TÉCNICA POR PUNÇÃO FEMORAL

PRO VIA RADIAL:

Com anestesia local na região radial (punho) faz-se a palpação da artéria radial, introduzindo-se uma agulha de punção. Após a punção, um fio guia é introduzido pelo lúmen da agulha. Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se na artéria somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres. O fio guia sempre ajudará na colocação e posicionamento dos cateteres.

 

TÉCNICA POR PUNÇÃO RADIAL

Completados os estudos necessários os cateteres e a bainha do introdutor são retirados. Aplica-se no local da punção femoral, pressão durante 15 a 20 minutos até parar totalmente o sangramento. É feito curativo compressivo no local por 12 horas.
Se punção radial é feito curativo compressivo por 02 horas imediatamente após a retirada da bainha do introdutor. Troca-se o curativo por curativo oclusivo por mais 12 horas.

Curativo compressivo femoral

Curativo compressivo radial

EQUIPAMENTOS

Durante o procedimento utiliza-se um Polígrafo que é um computador sensível para monitorização de pressões e eletrocardiograma onde é possível registrar os traçados e pressões intra-cardíacas desejados .
Outros aparelhos são também usados para obter maiores informações sobre o estado hemodinâmico e angiográfico do paciente, como:-
Seringa injetora que é usada para injetar contraste nas grandes câmaras cardíacas ou grandes vasos.
Aparelho de Termodiluição que fornece o Débito Cardíaco que é o volume de sangue que o coração bombeia por minuto.
Oxímetro de pulso que fornece a saturação de oxigênio no sangue.
Co-oxímetro fornece as saturações de oxigênio nas amostras de sangue.
Desfibrilador cardíaco quando ocorrem arritmias graves durante o procedimento. 

INDICAÇÕES DO EXAME:-

Infarto Agudo do Miocárdio – IAM
Angina Pectoris
Doenças valvares
Dissecção de Aorta
Arritmias Cardíacas
Embolia pulmonar
Tamponamento Cardíaco
Doenças congênitas:- CIA, CIV, PCA e outras.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRÉ-CATETERISMO DIAGNÓSTICO:

1- Orientar paciente sobre o procedimento;
2- Jejum de 05 horas;
3- Tonsura dos pelos (cortar com tesoura ou barbeador elétrico) da região inguinal bilateral, prega do cotovelo direito (face anterior) e punho direito;
4- Venóclise em MSE, para manter veia;
5- Ministrar tranqüilizante VO, 01 hora antes do exame;
6- Verificar dados vitais, peso e altura;
7- Retirar prótese dentária;
8- Não retirar aparelho auditivo, se houver;
9- Retirar anéis, pulseiras, brincos, correntes;
10- Roupa hospitalar com abertura para frente;
11- Estimular micção;
12- Providenciar ECG recente;
13- Pesquisar alergias;
14- Verificar se autorização assinada pelo paciente ou responsável;
15- Verificar se cateterismo prévio;
16- Encaminhar com prontuário completo.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PÓS-CATETERISMO DIAGNÓSTICO:-

1- Repouso no leito por 05 horas (femoral) e por 03 horas (braquial ou radial) sem mover, apoiar ou dobrar o membro cateterizado;
2- Verificar o local cateterizado, como:- pulso, cor, temperatura a cada:-
15 minutos na primeira hora
30 minutos na segunda hora
60 minutos nas três horas seguintes.
3- Verificar PA e FC quando checar os parâmetros acima;
4- Qualquer alteração comunicar a equipe médica;
5- Se sangramento, comprimir o local e comunicar equipe médica;
6- Dieta leve;
7- Orientar o paciente sobre estes cuidados;
8- Após a quinta hora permitir deambulação, verificando os parâmetros acima;
9- Se possível, fazer ECG logo após procedimento,
10- Orientar paciente para retirar curativo oclusivo após 12 horas e se dissecção braquial, os pontos depois de 08 dias. Se punção femoral, retirar curativo compressivo após 12 horas.

CATETERISMO CARDÍACO TERAPÊUTICO

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA:-

Consiste na introdução de um cateter balão na luz da artéria coronária, exatamente na porção média da lesão, sendo o balão insuflado com contraste radiopaco.
O objetivo é a expansão do diâmetro luminal da artéria.

CUIDADOS PRÉ-ANGIOPLASTIA CORONÁRIA:-

OS CUIDADOS PRÉ-CATETERISMO DIAGNÓSTICO SÃO UTILIZADOS AQUI. ALÉM DELES, HÁ NECESSIDADE DE:-

1- reservar leito na UTI;
2- reservar sala cirúrgica;
3- checar disponibilidade de equipe cirúrgica;
4- reservar sangue do mesmo tipo do paciente;
5- seguir protocolo médico de medicações. 

CUIDADOS PÓS-ANGIOPLASTIA CORONÁRIA:-

Após a angioplastia coronária o paciente é mantido com anticoagulação plena por 12 a 24 horas. A bainha do introdutor é retirada depois deste período quando a coagulação estiver normal.

1- repouso absoluto no leito;, 2- elevar cabeceira da cama até 45 graus;
3- controlar bomba de infusão de Nitroglicerina e Heparina;
4- controlar PA e P cada meia hora ( 4 vezes ), depois de hora em hora;
5- verificar curativo na região inguinal a cada hora;
6- dieta leve;
7- retirar bainha do introdutor após normalização de coagulação sangüínea, se necessário anestesiar o local.
8- Proceder cuidados pós-cateterismo diagnóstico por punção femoral.

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM COLOCAÇÃO DE ENDOPRÓTESES CORONÁRIAS OU STENTS:-

O Stent é um dispositivo em formato de mola de aço inoxidável, pequeno e entrelaçado que é introduzido na artéria coronária com obstrução por meio de um cateter balão.
O cateter balão é inflado, o que provoca a expansão do stent, pressionando-o contra a parede da artéria.
Após o balão ser desinsuflado e retirado, o stent fica na posição permanentemente, mantendo o vaso aberto.

VALVULOPLASTIA POR CATETER BALÃO:-

Consiste na passagem de um cateter balão desinsuflado pela válvula aórtica, mitral ou pulmonar e insuflamento do mesmo na tentativa do rompimento da válvula, diminuindo a estenose.

A Valvuloplastia Pulmonar é relatada como sendo um método seguro e efetivo.
O procedimento é realizado por punção percutânea femoral.

Os cuidados de enfermagem pré e pós são os mesmos para cateterismo cardíaco diagnóstico.

Abertura da válvula por cateter balão

Elaborado pela Equipe do Laboratório de Cateterismo Cardíaco/ HEMODINÂMICA
HC/UNICAMP


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