HC celebra nova
obra inaugurando o Hospital-Dia
(10/12/2007), O Hospital de
Clínicas (HC) da Unicamp inaugurou hoje o Hospital-Dia para
atendimento exclusivo a pacientes com HIV/Aids. Pioneira no Estado
de São Paulo, a unidade absorveu investimentos no valor de
R$ 1,6 milhão, com recursos do Governo Federal e da Universidade.
O prédio foi construído numa área anexa à
Unidade de Emergência Referenciada (UER), antigo pronto-socorro.
De acordo com o seu idealizador, o infectologista Rogério
de Jesus Pedro, a Unicamp acaba de desenhar um modelo de assistência
para Aids em fases mais avançadas. "Trata-se de uma
estrutura piramidal que tem como
ápice o atendimento hospitalar. É um modelo a
ser replicado por outras instituições terciárias",
declarou.
O atendimento aos pacientes antes era feito no Ambulatório
Leito-Dia da Disciplina de Moléstias Infecciosas. Passará a
ser realizado num prédio de dois andares, projetado
numa área de 1.500 metros quadrados. Segundo o médico,
isso permitirá
dobrar o número de atendimentos, passando de 20 para
40 por dia. Uma das principais vantagens, segundo ele, é que
agora os pacientes não precisarão circular dentro
do hospital.
"Pretendemos atender exclusivamente os pacientes da Unicamp.
Não temos condições de abrir para toda
a macrorregião de Campinas", salientou o reumatologista
Manoel Barros Bértolo, coordenador de assistência
do HC.
Estuda-se a possibilidade do atendimento
ser realizado em três turnos de trabalho. O superintendente
do Hospital, Luiz Carlos Zeferino, afirmou que o HC chegou
ao ponto de reequilibrar as suas finanças e que em 2008
a situação deverá melhorar mais. O Ambulatório
de Leito-Dia terá
outro destino. "A princípio será utilizado para
rodízio, durante reformas que deverão ser efetuadas
ao longo do próximo ano", revelou Zeferino.
Rogério de Jesus Pedro enfatizou que o paciente que
precisa de cuidados não pode ser atendido sem assistência
especializada, sobretudo porque muitos deles estão vivenciando
intensa sintomatologia, o que exige um tratamento mais complexo.
Agora, além do Laboratório de Aids, da Unidade
Assistencial do Cipoi (com 1.500 atendimentos por mês),
da Unidade de Internação (com nove leitos ocupados),
do Ambulatório de Leito-Dia e de uma oficina laborativa
(com 30 pacientes), a Unicamp também contará com
o novo hospital para desafogar o atendimento do HC. "Se conseguirmos
otimizar 100% dos espaços, conseguiremos chegar a 490
leitos. Temos 379 no momento. Também vamos abrir mais
22 leitos de UTI", noticiou Zeferino.
Segundo a coordenadora administrativa
do Hospital-Dia, a enfermeira Maria Rosa Colombrini, os pacientes
atendidos no Leito-Dia passam em média 2 horas e meia
na unidade. "Temos incentivado a desospitalização
e dividido o atendimento com a atenção familiar",
relatou. Maria Rosa contou que um plano operacional, desenvolvido
com os gerentes do HC, está em execução
para que a transição da transferência para
o novo hospital aconteça de forma adequada.
Sobre a inauguração do Hospital, o reitor da
Universidade, José
Tadeu Jorge, observou que o novo espaço tem a "cara
da Unicamp" por algumas razões. “A principal delas é que,
antes de ter uma infra-estrutura, já havia uma literatura
em desenvolvimento", disse. Além disso, segundo ele,
o trabalho foi feito mediante a celebração de
parcerias, conjugando esforços de cooperação.
O reitor também destacou que o projeto traz em seu bojo
o ensino, a pesquisa e a assistência, com formação
de recursos humanos qualificados em todas as áreas.
"Trata-se de um modelo que se notabiliza pela inovação,
criando referência", disse o reitor. O pró-reitor
de Desenvolvimento Universitário, Paulo Eduardo Moreira
Rodrigues da Silva, relembrou o início da concepção
do hospital, realçando a persistência do seu idealizador.
(Isabel Gardenal)
Fotos: Antonio Scarpinetti
Edição de imagem: Natan Santiago
Assessoria de Imprensa do HC UNICAMP
Caius Lucilius
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