Mahatma Gandhi visita o HC em monólogo do ator João Signorelli
(03/09/2007)
- O ator de televisão, teatro e cinema, João
Signorelli, que incorporou o sábio indiano Mahatma Gandhi hoje no HC
da Unicamp no monólogo "Gandhi, um líder servidor",
evento organizado pela Superintendência do Hospital e Associação
Paulista de Medicina (APM), disse que mudou os seus hábitos para conseguir
estar à altura da interpretação deste papel. Mineiro
de Cambuquira, João contou que, ao tocar este projeto há quatro
anos, percebeu que o personagem era alguém incomum e aceitou o desafio
de mudar sua vida carregando este personagem, em parte, dentro de si.
Ao se inteirar sobre o papel, o ator percebeu que as mentiras
sociais eram devastadoras e diminuíam o valor das pessoas. "É
uma questão de honestidade e creio que consegui mudar 99% do que era",
segredou à platéia da comunidade hospitalar. "Comecei tentando
cumprir exatamente o que prometia. O começo foi difícil, pois
a mentira causa ruídos. Percebi, porém, que não é
impossível ter este comportamento"
João revelou que fez uma vasta pesquisa sobre tudo
o que era dito a respeito de Gandhi. "Li muito. Penetrei sua história
e observei vários filmes que faziam menção a ele",
disse. Dois livros, segundo o ator, embasaram o seu personagem. Minha Experiência
com a Verdade e Esta Noite é Liberdade ajudaram a compor o conteúdo.
"Gandhi representou entre muitas outras coisas os princípios éticos
e espirituais das relações humanas", afirmou.
O monólogo, escrito por Miguel Filiage e adaptado
por João, tem sido apresentado em diversas organizações
empresariais e instituições educacionais abordando o desenvolvimento
e o fortalecimento da auto-motivação e da perseverança,
a introdução de princípios ético-filosóficos
nas relações humanas, a revisão da conduta única
e a firmeza de propósitos, procurando mostrar como pequenas atitudes
podem construir o ser humano. Oitenta por cento do texto retrata os verdadeiros
ensinamentos de Mahatma Gandhi.
Para Iraci Contreiras, coordenadora social da APM, o monólogo
apresenta às pessoas um Gandhi contrário à violência
e totalmente favorável a uma conduta de paz e amor.
Sinopse - No monólogo, Gandhi anuncia o início
de mais um jejum a fim de despertar a consciência dos líderes
do Ocidente e do Oriente, para a paz mundial. A liderança de Gandhi
nunca baseou-se em autoridade ou coação. Acreditava que somente
poderia pedir para as pessoas aquilo que ele mesmo pudesse fazer. E os resultados
simplesmente aconteceram. Para a trilha sonora do Monólogo, foram escolhidas
duas faixas do álbum “The Essence”, gravado por Deva Premal
e Miten: Tumare Darshan e Yemaya Assessu.
Projeto - O monólogo foi originalmente concebido para
uma apresentação no Fórum Nacional Líder RH, realizado
em São Paulo em 2003. A opção por esse personagem revela
o crescente movimento, não no ambiente corporativo, mas da sociedade
em geral, pela introdução de princípios éticos
e espirituais das relações humanas. Nas empresas, essa demanda
se traduz em profundas mudanças de paradigmas. No caso da liderança,
pode-se perceber um deslocamento de foco. Antes, as organizações
enxergavam apenas resultados tangíveis não importando o que
tivesse que ser feito para alcançá-los. A trajetória
de Gandhi impressiona não somente pelos grandes feitos, mas principalmente
por sua humanidade.
Carregando bagagem - João trabalha há mais
de 20 anos como ator profissional, tendo atuado em grandes produções
nacionais, nas novelas "Bebê a bordo”, "Dona Beija"
e nas minisséries "Grande Sertão: Veredas”, "Aquarela
do Brasil”. No teatro, atuou nas peças "O homem de La Mancha",
"Pano de boca", "As mil e uma noites", "Diário
de um mago", "Um bonde chamado desejo"; e, no cinema, "Vai
trabalhar vagabundo 2", "Lili Carabina" e "Boca de ouro".
Isabel Gardenal
Fotos: Antônio Scarpinetti
Edição de imagens: Weslley Morais
Assessoria de Imprensa
do HC UNICAMP
Caius Lucilius
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